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Nossa Missão 

Nossa instituição pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza.
Interrogamos nossa consciência sobre os próprios atos, perguntamos se não violamos essa lei, se não cometemos o mal, se fizemos todo o bem que podíamos, se não deixamos escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar da nossa instituição, enfim, se fizemos aos outros tudo aquilo que queríamos que os outros fizessem a nós.
Temos fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabemos que nada acontece sem a sua permissão, e submetemo-nos em todas as coisas à Sua vontade.

Temos fé no futuro, e por isso colocamos os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabemos que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceitamos sem murmurar.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.
Nossa instituição encontra sua satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Nosso primeiro impulso é o de pensar nos outros, antes que em nós mesmos, se tratar dos interesses dos outros, antes que dos nossos. O egoísmo, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

Procuramos ser bons, humanos e benevolentes para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vemos todos os homens como irmãos.

Respeitamos nos outros todas as convicções sinceras, e não lançamos o anátema aos que não pensam como nós.
Em todas as circunstâncias, a caridade é o nosso guia. Consideramos que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não temos ódio ou rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoamos e esquecemos as ofensas, e não lembramos senão dos benefícios. Porque sabemos que seremos perdoados, conforme houvermos perdoado.
Somos indulgentes para as fraquezas alheias, porque sabemos que nós mesmos temos necessidade de indulgência, e nos lembramos destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não nos comprazemos em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade nos obriga a isso, procuramos sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estudamos nossas próprias imperfeições, e trabalhamos sem cessar em combatê-las. Todos os nossos esforços tendem a permitir-nos dizer, amanhã, que trazemos conosco alguma coisa melhor do que na véspera.
Não tentamos fazer valer nem o nosso espírito, nem os nossos talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveitamos todas as ocasiões para fazer ressaltar as vantagens dos outros.
Não nos envaidecemos em nada com a nossa sorte, nem com os nossos predicados pessoais, porque sabemos que tudo quanto nos foi dado pode ser retirado.

Usamos mas não abusamos dos bens que nos são concedidos, porque sabemos tratar-se de um depósito, do qual deveremos prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para nós mesmos, que poderá nos dar, é pô-los a serviço da satisfação de nossas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na nossa dependência, tratamos-lhes com bondade e benevolência, porque são nossos iguais perante Deus. Usamos nossa autoridade para ergue-lhes o moral, e não para os esmagar com nosso orgulho, e evitamos tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.
O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscienciosamente.

Nossa instituição, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.
Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem a nossa Instituição, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.

 
 
 
 
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